O que é Ergonomia?

A palavra “Ergonomia” vem de duas palavras Gregas: “ergon” que significa trabalho, e “nomos” que significa leis. Atualmente, a palavra é usada para descrever a ciência de “conceber uma tarefa que se adapte ao trabalhador, e não forçar o trabalhador a adaptar-se à tarefa”.

 

A Ergonomia pode ser aplicada em qualquer setor de atividade. Em todos eles é possível existir intervenções ergonômicas para melhorar significativamente a eficiência, produtividade, segurança e saúde nos postos de trabalho.

 

Os atuais processos de reconstrução produtiva alteraram o exercício da medicina do trabalho. As inovações do mundo empresarial contemporâneo repercutem de forma decisiva nas condições de saúde dos trabalhadores, que obedecem a lógica da eficiência e diminuição do número de funcionários com aumento da produtividade. Dessa forma, há um número crescente de funcionários assumindo novas responsabilidades geradoras de sobrecarga física e psíquica. De modo geral, este tipo de sobrecarga, assim como as novas exigências cognitivas das tarefas, leva a formação de novas patologias muitas vezes não reconhecidas como doenças ocupacionais.

 

Desta forma, os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) podem ser definidos como transtornos funcionais ou transtornos mecânicos em músculos, tendões, fáscias, nervos, bolsas articulares e proeminências ósseas que resultam em fadiga, queda do desempenho no trabalho e incapacidade temporária, que podem evoluir para dor crônica agravada por fatores psíquicos inerentes ao trabalho ou não, que são ainda capazes de reduzir o limiar de sensibilidade dolorosa do indivíduo.

 

Seguindo a teoria evolutiva, ao adotar a postura bípede, houve um significativo aumento das cargas e pressões em toda estrutura da coluna vertebral. Este aumento proporciona uma maior chance de disfunções relacionadas às posturas do indivíduo. Somando-se a esta questão, as constantes alterações antropométricas e morfológicas advindas do crescimento e desenvolvimento propiciam

várias adaptações no sistema músculo-esquelético no decorrer da vida, com objetivo de alcançar uma postura ideal.

 

A manutenção de uma postura inadequada propicia novas adaptações estruturais do tecido muscular estriado esquelético, com consequente perda da flexibilidade corporal, que acarreta em limitação da mobilidade articular, o que predispõe à lesões musculares, dores da coluna vertebral e desenvolvimento de processos degenerativos que podem levar a incapacidade funcional temporária ou permanente.

 

De acordo com estudos, o trabalhador apresenta cerca de 280 dias ativod de trabalho , com no mínimo 8 horas diárias de duração sentado ou em pé. Do ponto de vista postural, esse tempo pode acarretar em algumas desordens musculoesqueléticas, que comprometem sua saúde se não adotarem uma boa posição corporal.

Portanto, funcionários que permanecem em suas respectivas posturas dentro do ambiente de trabalho de maneira inadequada ou sem manutenção, possuem muito mais chances de desenvolverem complicações físicas e/ou psíquicas que podem afetar seus relacionamentos profissionais, sociais e até mesmo pessoais.

Conheça a legislação que ampara a Ergonomia